Deputada federal do PSOL-SP foi reeleita em 2026 com quase 1,6 milhão de votos e superou o recorde anterior de Joice Hasselmann
Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, fez história nas eleições de 2026 ao se tornar a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados desde a redemocratização. Reeleita neste domingo (4), a parlamentar recebeu quase 1,6 milhão de votos, superando o recorde anterior, que pertencia a Joice Hasselmann, eleita em 2018 com 1.078.666 votos. (Portal da Câmara dos Deputados)
A votação representa um crescimento expressivo em relação à eleição de 2022, quando Erika conquistou seu primeiro mandato federal com 256.903 votos. Na disputa deste ano, ela ficou atrás apenas de Lucas Pavanato (PL) em São Paulo e também esteve entre os candidatos mais votados do país. (Brasil de Fato)
Nascida em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, Erika Hilton tem 33 anos e iniciou sua trajetória política na Câmara Municipal de São Paulo. Em 2020, foi eleita vereadora da capital com 50.508 votos, tornando-se a mulher trans mais votada do país naquele pleito. Dois anos depois, chegou à Câmara dos Deputados e passou a integrar, ao lado de Duda Salabert, o grupo das primeiras mulheres trans eleitas para o Congresso Nacional. (Portal da Câmara dos Deputados)
Durante o primeiro mandato como deputada federal, Erika ganhou projeção nacional pela atuação em pautas relacionadas aos direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e às relações de trabalho. Entre suas principais bandeiras esteve o fim da escala 6×1. A parlamentar também presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. (Portal da Câmara dos Deputados)
A marca alcançada nas urnas ocorre em uma eleição que também registrou crescimento da representação feminina na Câmara. Ao todo, 109 mulheres foram eleitas para a próxima legislatura, número recorde, embora elas ainda representem apenas cerca de 21% das 513 cadeiras da Casa. (tvsimbrasil.com.br)
